Pornstar Ranked

Famosos e famosas que entraram para o pornô no Brasil, caso a caso

A pergunta que traz a maior parte dos leitores até esta página é simples e a resposta brasileira é incomum: quantas pessoas conhecidas da televisão, da música ou de um reality show passaram a trabalhar no mercado adulto?

No Brasil, o suficiente para formar um padrão de carreira reconhecível, com etapas, com portas de entrada identificáveis e com quatro décadas de história documentável.

Em quase nenhum outro mercado grande esse trajeto é frequente o bastante para merecer uma página própria — é por isso que esta página não é a tradução de nada.

O conjunto em inglês tem um artigo sobre lutadores de wrestling que cruzaram para o setor; o fenômeno brasileiro equivalente é maior, mais antigo e passa pela televisão de reality, e foi essa a troca feita nesta edição.

A resposta rápida

O Brasil produz travessias de fama para o mercado adulto com uma regularidade que quase nenhum outro país tem, e esta página reúne dez delas — todas de fama documentada ANTES da entrada no pornô —, sem pontuar ninguém contra rubrica nenhuma. O caso fundador é de 2004: Alexandre Frota, ator de novela da Rede Globo, assinou com a Brasileirinhas e é registrado pela Wikipédia em português como o primeiro ator brasileiro famoso a entrar abertamente na indústria adulta sob o próprio nome, no mesmo ano em que a chacrete Rita Cadillac e a reality-participante Bianca Soares seguiram o mesmo caminho. Mateus Carrieri fez o mesmo trajeto em 2006, assim como a cantora consagrada Gretchen; e a partir de 2020 o reality show e a plataforma de assinatura substituíram a novela e o estúdio como porta de entrada, levando Andressa Urach, Wagner Santiago e Bia Miranda a produzir conteúdo adulto e MC Mirella a fazer o mesmo por volta de 2023, sem deixar a carreira musical. O sentido inverso — do mercado adulto para a mídia aberta — também existe e é hoje o mais movimentado dos dois no Brasil, mas não é o assunto desta lista: nenhuma das pessoas citadas nela entrou para o pornô vinda da fama.

Apresentados, não ranqueados

Os dez nomes documentados de travessia da fama para o pornô

Dez pessoas, não uma pontuação: um elenco companheiro reunindo só a travessia de ida — fama de mídia aberta documentada antes da entrada no mercado adulto —, cada uma com texto escrito para a pergunta específica desta página — o que a travessia dela foi — e não repetindo a pontuação que ela já tem em outro artigo desta edição, para quem tem uma. O sentido inverso, do mercado adulto para a mídia aberta, é hoje mais comum no Brasil, mas não é o assunto deste elenco: continua discutido em prosa, em `definition` e em `history`, porque explica o fenômeno sem ser exemplo dele.

Intérprete Notadamente por Atividade
Sedução (2004); Puro Desejo (2008) 2004
Sexo, Suor e Samba (2004); 00Frota - O Homem da Pistola de Ouro (2009) 2004
Clube Privê (2006); Fogosas e Perigosas (2007) 2006
— 2006
— —
— 2020
— 2023
A Boneca da Casa (Brasileirinhas, 2004) — directed by Alexandre Frota 2004
— 2021
— 2024

A ordem não é de mérito. Nenhuma das dez pessoas tem volume de busca medido nesta base nem prêmio de indústria aplicável — a travessia de ida não passa por premiação —, então a ordem segue o ano documentado de entrada no mercado adulto, do mais antigo ao mais recente, com uma regra por cima disso: ninguém sem fotografia no acervo ocupa uma das três primeiras posições, mesmo quando a data sozinha colocaria essa pessoa mais acima.

Bianca Soares, Wagner Santiago e Bia Miranda não têm fotografia no acervo deste site. As três continuam no elenco companheiro porque cada uma tem travessia genuína e bem documentada; a regra de fotografia as impede apenas de ocupar uma das três primeiras posições, não de aparecer.

Rita Cadillac — fotografia 1 de 3
Rita Cadillac — fotografia 2 de 3
Rita Cadillac — fotografia 3 de 3

Rita Cadillac

active confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
1954Rio de Janeiro, RJ
Idade
72
Atividade
2004–Adult-film titles 2004–2008 for Brasileirinhas and others, per pt.wikipedia.org; joined OnlyFans for adult content in 2021
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Rita está na lista

Rita Cadillac já era uma das dançarinas mais conhecidas da televisão brasileira havia quase três décadas — oito anos como chacrete nos programas de Chacrinha, entre 1975 e 1983, seguidos de carreira de gravação, com o single "É Bom Para o Moral" em 1983 — quando entrou no cinema pornográfico em 2004, com Sedução, seguido por Puro Desejo em 2008.

Depois disso construiu uma segunda carreira mainstream longa: o filme Carandiru, em 2003, passagens por A Fazenda 6 e A Fazenda: Nova Chance, candidatura a vereadora em Praia Grande em 2008, e um posto de comentarista no programa Aqui Agora, em 2025.

É a travessia com a trajetória de fama documentada mais longa antes da entrada no pornô de todo este elenco.

O que pesa contra: Nenhuma data exata é registrada para o contrato de aparições especiais com a Brasileirinhas — apenas o intervalo 2004–2008 dos títulos —, e não há contagem de créditos adultos documentada além dos dois filmes nomeados.
Carreira e créditos

Notadamente por

Sedução (2004)Puro Desejo (2008)

Estúdios

Brasileirinhas

Além da atuação

  • OnlyFans, from 2021

Créditos mainstream

  • Chacrete dancer, Chacrinha programmes (1975–1983)
  • Carandiru (2003 film)
  • A Fazenda 6, RecordTV (2013)
  • A Fazenda: Nova Chance, RecordTV (2017)
  • Commentator, Aqui Agora (as of 2025)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Última auditoria em 7 de setembro de 2026 · Wikipédia (Português) — Rita Cadillac · Wikidata — Rita Cadillac (Q1797433)
Ainda não confirmado:
  • No specific date documented for the Brasileirinhas contract itself, only the 2004–2008 span of her adult-film titles
  • No documented total credit count
Alexandre Frota — fotografia 1 de 3
Alexandre Frota — fotografia 2 de 3
Alexandre Frota — fotografia 3 de 3
Edilson Rodrigues/Agência Senado · CC BY 2.0 · via Wikimedia Commons

Alexandre Frota

retired confiabilidade high 0 vitórias verificadas
Nascimento
1963Rio de Janeiro, RJ
Idade
63
Atividade
2004–2004–2009, adult-film career only, per pt.wikipedia
Créditos
—1 estúdios
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Alexandre está na lista

Alexandre Frota é o caso fundador do sentido de ida desta página: já era ator de novela estabelecido na Rede Globo quando assinou com a Brasileirinhas em 2004, e a Wikipédia em português o registra como o primeiro ator brasileiro famoso a entrar abertamente na indústria adulta sob o próprio nome.

Estrelou e dirigiu títulos do estúdio até 2009, entre eles a paródia 00Frota - O Homem da Pistola de Ouro, voltou integralmente à mídia aberta em 2008 e foi deputado federal por São Paulo entre 2019 e 2023 — o que esta página registra como fato de carreira, sem qualquer caracterização política.

A carreira adulta completa dele está pontuada em nosso ranking de atores pornô; aqui o que conta é a travessia.

O que pesa contra: Nenhum prêmio de nenhuma entidade em nenhum momento da carreira adulta, e nenhuma contagem de créditos documentada para o período de 2004 a 2009. Um único estúdio documentado.
Carreira e créditos

Notadamente por

Sexo, Suor e Samba (2004)00Frota - O Homem da Pistola de Ouro (2009)

Estúdios

Brasileirinhas

Créditos mainstream

  • Rede Globo telenovela actor before and after his adult-film career
  • Federal deputy for São Paulo, 2019-2023
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Ainda não confirmado:
  • No documented total credit count for his adult-film filmography
Mateus Carrieri — fotografia 1 de 3
MCDebut 2006
MC
Joao8909 · CC0 · via Wikimedia Commons

Mateus Carrieri

retired confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
1967São Paulo, SP
Idade
59
Atividade
2006–2006–2007, adult-film career only, per pt.wikipedia
Créditos
~31 estúdios
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Mateus está na lista

Mateus Carrieri havia sido ator infantil em novelas, incluindo Chiquititas, quando assinou com a Brasileirinhas em 2006 e estrelou Clube Privê, seguido no ano seguinte por Fogosas e Perigosas e O Imperador — três créditos, um estúdio, dois anos, o registro mais curto e mais completamente delimitado deste elenco.

A Wikipédia em português registra que, em menos de uma década, ele passou a manifestar publicamente arrependimento a respeito desse período da carreira; esta página reproduz o fato porque é a posição pública dele sobre o próprio registro profissional, atribuída à fonte que a carrega, e não o comenta. A carreira adulta completa dele está pontuada em nosso ranking de atores pornô.

O que pesa contra: Todo o registro se apoia numa única fonte, a biografia da Wikipédia em português, sem segunda fonte independente localizada. Nenhum prêmio de nenhuma entidade, e a menor obra documentada de todo este elenco.
Carreira e créditos

Notadamente por

Clube Privê (2006)Fogosas e Perigosas (2007)O Imperador (2007)

Estúdios

Brasileirinhas

Créditos mainstream

  • Child actor in telenovelas, including Chiquititas (1997-1998)
  • Cast member, A Fazenda 12 (2020)
Links oficiais
Fontes e verificação1 fonte
Última auditoria em 22 de agosto de 2026 · Wikipedia (Portuguese) — Mateus Carrieri
Ainda não confirmado:
  • Single-source record: all facts rest on the Portuguese Wikipedia biography, with no second independent source located
Gretchen — fotografia 1 de 3
Gretchen — fotografia 2 de 3
Gretchen — fotografia 3 de 3

Gretchen

retired confiabilidade high 0 vitórias verificadas
Nascimento
1959Rio de Janeiro, RJ
Idade
67
Atividade
2006–2006, adult-film work only, per pt.wikipedia.org — the singing and television career that made her famous both precedes and continues well beyond this one contract
Créditos
~31 estúdios
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Gretchen está na lista

Gretchen já era uma das artistas mais comercialmente bem-sucedidas do Brasil das décadas de 1980 e 1990 — a "Rainha do Rebolado", com o grupo As Melindrosas desde 1978 e o álbum Disco Baby vendido aos milhões — quando assinou, em 2006, um contrato de R$ 1,5 milhão com a Brasileirinhas para gravar oito cenas compiladas em três filmes, com a condição contratual de que seu então marido, Gutto Guitar, atuasse ao lado dela.

É o caso mais isolado deste elenco: um único contrato, sem carreira de estúdio antes ou depois, dentro de uma trajetória artística que já durava quase trinta anos quando ele aconteceu.

O que pesa contra: Ela mesma chamou o contrato, repetidas vezes, de seu maior arrependimento profissional — uma posição pública sobre o próprio registro, reproduzida aqui por atribuição, não comentada. Os títulos exatos dos três filmes resultantes das oito cenas contratadas não são documentados nas fontes consultadas.
Carreira e créditos

Estúdios

Brasileirinhas

Créditos mainstream

  • Solo recording artist, "Rainha do Rebolado," 1980s–1990s
  • As Melindrosas, from 1978
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Última auditoria em 7 de setembro de 2026 · Wikipédia (Português) — Gretchen · Wikidata — Gretchen (Q1791104)
Ainda não confirmado:
  • Exact titles of the three films compiled from the eight contracted scenes are not documented in the sources checked
  • No documented total adult-film credit count beyond the single 2006 contract
Clara Aguilar — fotografia 1 de 3
Clara Aguilar — fotografia 2 de 3
Clara Aguilar — fotografia 3 de 3

Clara Aguilar

active confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
—São Paulo, Brazil
Idade
—
Atividade
null–Began camming at age 18, per her own account to Metrópoles (2020); exact year not documented
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Clara está na lista

Clara Aguilar é o único caso deste elenco em que o trabalho adulto veio antes do reconhecimento de mídia aberta, não depois: já fazia camming quando entrou no Big Brother Brasil 14, em 2014, como uma das vinte participantes originais, terminando em terceiro lugar — e a cobertura enciclopédica daquela temporada já a identificava diretamente como "cam-girl".

Contou ao Metrópoles, em 2020, ter começado aos 18 anos, a convite de amigas já na área, e ter continuado depois do programa, incluindo um canal no YouTube, Às Claras, dedicado a discutir sexualidade abertamente, que passava de 1,3 milhão de inscritos naquele ano.

O que pesa contra: O ano em que ela começou a fazer camming não está documentado — a fonte registra a idade, 18 anos, não o ano —, e ela não tem fotografia publicada no acervo deste site, o que a mantém fora das três primeiras posições desta lista.
Carreira e créditos

Além da atuação

  • YouTube channel Às Claras, built around sexuality-focused content
  • Spikywire, an online exhibition of her paintings

Créditos mainstream

  • Big Brother Brasil 14 contestant, third place (Globo, 2014)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Ainda não confirmado:
  • Exact birth date not documented in sources reviewed
  • Year camming began not documented, only that she was 18 at the time
Andressa Urach — fotografia 1 de 3
AUDebut 2020
AU
Renan Katayama · CC BY-SA 2.0 · via Wikimedia Commons

Andressa Urach

active confiabilidade high 0 vitórias verificadas
Nascimento
1987Ijuí, Rio Grande do Sul
Idade
39
Atividade
2020–Adult content on OnlyFans and Privacy from 2020; prior modeling and TV career from 2011, per pt.wikipedia.org
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Andressa está na lista

Andressa Urach documenta a trajetória de mídia aberta mais longa antes da travessia: modelagem e televisão desde 2011, segundo lugar no Miss Bumbum Brasil de 2012, participação em A Fazenda 6, da RecordTV, em 2013, e trabalho como apresentadora do Studio Pampa e do Muito Show e como repórter da RecordTV, em 2014 e 2015 — nove anos documentados de carreira de mídia aberta antes de passar a produzir conteúdo adulto no OnlyFans e na Privacy, a partir de 2020.

Uma reportagem do Estado de Minas, em 2025, identificou-a como a criadora mais acessada da Privacy no ano de 2024. Sua carreira de criadora está classificada em nossa lista de criadoras de conteúdo adulto brasileiras; aqui o que conta é o trajeto que a levou até lá.

O que pesa contra: Nenhum prêmio de indústria — o próprio mercado em que ela atua hoje não tem entidade premiadora. A afirmação de "criadora mais acessada" vem de uma única reportagem sobre um número que a própria plataforma divulga a respeito de si mesma, e esta página não a pontua como fato de audiência, só a relata com a fonte nomeada.
Carreira e créditos

Estúdios

OnlyFansPrivacy

Além da atuação

  • Miss Bumbum Brasil brand partner/spokesperson role (2021)
  • Published autobiography Morri Para Viver (2015)

Créditos mainstream

  • A Fazenda 6 reality contestant (RecordTV, 2013)
  • TV host, Studio Pampa and Muito Show (2014)
  • RecordTV reporter (2015)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
MC Mirella — fotografia 1 de 3
MMDebut 2023
MM
Humor Multishow · CC BY 3.0 · via Wikimedia Commons

MC Mirella

active confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
1998São Caetano do Sul, São Paulo
Idade
28
Atividade
2023–Adult content creator from approximately 2023–2024, per pt.wikipedia.org; music career from 2016
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que MC está na lista

MC Mirella documenta o único mecanismo deste elenco em que a carreira anterior não é substituída, e sim mantida em paralelo: contratada da Warner Music Brasil desde 2017, com carreira de palco em atividade, ela participou ainda de três realities entre 2020 e 2022 — A Fazenda 12, Power Couple Brasil 5 e De Férias com o Ex: Caribe — antes de passar a produzir conteúdo adulto por volta de 2023.

Uma reportagem do MidiaNews, em 2025, registrou que ela retornou à Privacy após uma pausa e alcançou a primeira posição do ranking da plataforma. Sua carreira de criadora está classificada em nossa lista de criadoras de conteúdo adulto brasileiras; aqui o que conta é a travessia a partir da música.

O que pesa contra: O ano exato em que a produção de conteúdo adulto começou não está fixado em nenhuma fonte localizada — o registro usa "por volta de 2023" em vez de uma data. A "primeira posição" relatada pelo MidiaNews é, de novo, um número que a própria plataforma divulga sobre si mesma, relatado por um único veículo, e esta página não a pontua como fato de audiência.
Carreira e créditos

Estúdios

OnlyFansPrivacy

Créditos mainstream

  • Signed artist, Warner Music Brasil (from 2017)
  • A Fazenda 12 reality contestant (RecordTV, 2020)
  • Power Couple Brasil 5 contestant (2021)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Ainda não confirmado:
  • Exact year adult-content production began is not pinned to a specific date in sources reviewed
BSDebut 2004
BS
BS
Marcador ilustrado — nenhuma fotografia licenciada disponível

Bianca Soares

unknown confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
1983Curitiba, Paraná
Idade
43
Atividade
2004–Debut film 2004; no documented retirement date
Créditos
—1 estúdios
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Bianca está na lista

Bianca Soares foi a primeira participante trans de um reality show brasileiro, no Casa dos Artistas, do SBT, em 2004, e a exposição levou a um contrato com a Brasileirinhas no mesmo ano — um recrutamento por reality quase quinze anos antes de Big Brother Brasil se tornar o duto dominante desse mecanismo.

O filme de estreia dela, A Boneca da Casa, foi dirigido por Alexandre Frota, que estava no mesmo programa de televisão: os dois primeiros casos brasileiros de travessia por reality são, literalmente, o mesmo filme.

A fala dela de 2004 sobre o rótulo "travesti" pertence a nossa página sobre intérpretes trans brasileiras; aqui, o assunto é só o mecanismo de entrada.

O que pesa contra: O vínculo documentado com a Brasileirinhas se limita a este único filme; nenhuma fonte confirma trabalho adicional para a empresa, e ela não tem fotografia publicada no acervo deste site, o que a mantém fora das três primeiras posições desta lista.
Carreira e créditos

Notadamente por

A Boneca da Casa (Brasileirinhas, 2004) — directed by Alexandre Frota

Estúdios

Brasileirinhas

Créditos mainstream

  • Casa dos Artistas, SBT (2004)
Links oficiais
Fontes e verificação3 fontes
Ainda não confirmado:
  • Current activity status and any retirement date
  • Total documented credit count beyond her Brasileirinhas debut
  • Whether her 2004 self-description has been repeated or revised in later interviews — later coverage (e.g. QueenCast, 2024) was not independently confirmed here
WSDebut 2021
WS
WS
Marcador ilustrado — nenhuma fotografia licenciada disponível

Wagner Santiago

active confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
1982Curitiba, Paraná
Idade
44
Atividade
2021–OnlyFans creator from 2021, per Alô Alô Bahia; prior career as visual/tattoo artist and model
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Wagner está na lista

Wagner Santiago participou do Big Brother Brasil 18, na Globo, e em 2021 abriu perfil no OnlyFans; o Portal do Holanda relatou que ele alcançou a primeira posição global da plataforma em 2023.

É o único caso deste elenco em que um motivo de entrada é afirmado com atribuição direta à própria pessoa: ele descreveu à Alô Alô Bahia, em setembro de 2024, a demanda por fotos e vídeos que já recebia como a razão de ter passado a tratar aquilo como negócio — a frase é dele, com fonte, e não uma leitura desta redação.

O que pesa contra: A "primeira posição global" citada vem de um único veículo relatando um número que a própria plataforma divulga sobre si mesma, sem auditoria externa. Ele não tem fotografia publicada no acervo deste site, o que o mantém fora das três primeiras posições desta lista.
Carreira e créditos

Estúdios

OnlyFans

Créditos mainstream

  • Big Brother Brasil 18 contestant (Globo, 2018)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Ainda não confirmado:
  • Precise month/date OnlyFans career began not documented
BMDebut 2024
BM
BM
Marcador ilustrado — nenhuma fotografia licenciada disponível

Bia Miranda

active confiabilidade medium 0 vitórias verificadas
Nascimento
2004Rio de Janeiro, Brazil
Idade
22
Atividade
2024–Joined Privacy following her 2022 reality-TV appearance; exact debut month not documented
Créditos
—
Altura
—
Cabelo / Olhos
—não documentado
Por que Bia está na lista

Bia Miranda foi vice-campeã de A Fazenda 14, da RecordTV, em 2022, e abriu perfil na plataforma de assinatura brasileira Privacy depois disso; a RIC (Rede Independência de Comunicação) a registrou como a segunda criadora mais acessada da plataforma, atrás de MC Mirella.

É a travessia mais recente deste elenco e, junto com Wagner Santiago e Andressa Urach, parte do mesmo padrão pós-2020: reality de grande audiência seguido diretamente por plataforma de assinatura, sem estúdio nem contrato entre os dois.

O que pesa contra: A data exata em que abriu o perfil na Privacy não está documentada, e a posição de "segunda mais acessada" vem de um único veículo relatando um número que a própria plataforma divulga sobre si mesma. Ela não tem fotografia publicada no acervo deste site, o que a mantém fora das três primeiras posições desta lista.
Carreira e créditos

Estúdios

Privacy

Créditos mainstream

  • A Fazenda 14 contestant, runner-up (RecordTV, 2022)
Links oficiais
Fontes e verificação2 fontes
Ainda não confirmado:
  • Exact date she joined Privacy is not documented in sources reviewed
Definições

O que esta página chama de travessia, e por que o sentido importa mais que o fato

Travessia, nesta página, é um fato de carreira específico e conferível: uma pessoa com reconhecimento público construído fora do mercado adulto — televisão, música, esporte, concurso, reality show — que passa a trabalhar profissionalmente no mercado adulto sob o próprio nome público. Os três elementos importam juntos. Reconhecimento anterior, porque sem ele não há travessia, só uma estreia. Trabalho profissional documentado, porque um boato de imprensa de entretenimento não é um crédito. E o próprio nome, porque o que torna o fenômeno brasileiro interessante é justamente a ausência de pseudônimo: o público reconhece a pessoa dos dois lados.

O sentido do trajeto é a primeira distinção que esta página faz e a que quase nenhuma cobertura faz. Mídia aberta para adulto é uma coisa. Adulto para mídia aberta é outra, e no Brasil de hoje é a mais frequente das duas: Elisa Sanches, vencedora de dois títulos do Prêmio Sexy Hot, apresentou o reality erótico A Casa das Brasileirinhas em 2021 e concorreu a deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2022, com 4.997 votos e sem se eleger; Vivi Fernandez tem passagens registradas por A Praça é Nossa, Programa Silvio Santos e The Noite, no SBT, e por A Grande Conquista 2 e A Fazenda 16, na RecordTV, além de teatro; Patrícia Kimberly foi musa de carnaval de uma escola paulistana em 2018 e é comentarista recorrente sobre o setor em programas de entrevista; Kid Bengala apareceu em clipes de Massacration e de MC Ryan SP; Rogê da Fonseca esteve em A Liga, da Rede Bandeirantes, e no Amor & Sexo, da Rede Globo. Nenhum destes cinco nomes está no elenco companheiro publicado nesta página: são o sentido inverso do que esta lista documenta, e ficam apenas em prosa, como contexto — nenhum deles "entrou para o pornô" vindo da fama, todos já eram intérpretes de cinema adulto antes das passagens de mídia aberta que os trouxeram até aqui.

A terceira categoria é a mais fácil de confundir e a página a separa de propósito: o reality de recrutamento do próprio estúdio. A Brasileirinhas manteve por anos o formato Casa das Brasileirinhas, que revelou intérpretes como Aline Rios — que entrou no setor por ele em 2016 e venceu Revelação do Ano Hétero no Prêmio Sexy Hot do mesmo ano, e que morreu em 2020. Isso é um reality show e produz uma estreia, mas não é travessia: a pessoa não tinha reconhecimento público anterior, e o programa é do próprio setor. Tratar as duas coisas como equivalentes é o erro mais comum da cobertura desse assunto e apaga exatamente o que há de específico no caso brasileiro.

Há ainda um quarto perfil, que existe nesta base e que serve de controle: a carreira nativa de plataforma, sem passagem nenhuma por mídia anterior. Ester Muniz é o exemplo, e o registro dela é explícito ao dizer que não há televisão, música nem concurso antes da Privacy. Ela estava na lista de candidatas desta página e saiu na conferência de fichas, porque uma página sobre travessia não pode incluir alguém cuja ficha declara que não houve travessia nenhuma. Nomeá-la aqui, com esse motivo, é mais honesto do que excluí-la em silêncio — e serve para marcar onde fica a fronteira.

O que esta página mede, por fim, é apenas o que consegue conferir contra fonte: data de entrada no mercado adulto, formato do trabalho (estúdio ou plataforma), trabalho de mídia aberta antes e depois, e declaração pública da própria pessoa quando existe. O que ela não mede é audiência. Posições de ranking de plataforma aparecem no texto porque são a única métrica que a imprensa publica sobre esse mercado, mas elas vêm de números que a própria plataforma divulga sobre si mesma e ninguém de fora consegue auditar. Onde aparecem, o texto nomeia o veículo e diz que não as auditou.

TermoO que significaComo difere
Recrutamento por reality de mídia abertaO mecanismo dominante do Brasil desde meados dos anos 2010: uma pessoa ganha reconhecimento nacional em Big Brother Brasil, A Fazenda, Casa dos Artistas ou formato equivalente e depois passa a produzir conteúdo adulto ou a assinar com um estúdio. Clara Aguilar, Andressa Urach, Wagner Santiago, Bia Miranda e Bianca Soares vieram por essa porta.Não é o mesmo que o reality de recrutamento do próprio estúdio, que não pressupõe reconhecimento anterior nenhum e produz uma estreia comum, não uma travessia.
Travessia a partir da indústria da músicaArtista com contrato de gravadora e carreira de palco em atividade que passa a manter também uma operação de conteúdo adulto, sem abandonar a música. MC Mirella, contratada da Warner Music Brasil desde 2017, é o caso documentado deste conjunto.Difere do recrutamento por reality em algo prático: a carreira anterior continua rodando em paralelo, e não é substituída. É por isso que este perfil quase nunca envolve estúdio adulto e quase sempre envolve plataforma de assinatura, que é compatível com uma agenda de shows.
Entrada de ator já estabelecidoO formato mais antigo e hoje o mais raro: um ator com carreira consolidada em teledramaturgia assina com um estúdio adulto sob o próprio nome. Alexandre Frota em 2004 e Mateus Carrieri em 2006 são os dois casos documentados nesta base, os dois pela Brasileirinhas.É o inverso do trajeto habitual, em que o reconhecimento no setor adulto vem antes de qualquer cruzamento com a mídia aberta. E é o único dos três mecanismos que envolve filmografia de estúdio com título, crédito e direção — os outros dois produzem carreira de plataforma, que não gera catálogo.
Reality de recrutamento do próprio estúdioFormato produzido pelo próprio setor adulto para revelar intérpretes, do qual Casa das Brasileirinhas é o exemplo brasileiro. Aline Rios entrou no mercado por ele em 2016 e venceu Revelação do Ano Hétero no Prêmio Sexy Hot no mesmo ano.Não é travessia. Não há reconhecimento público anterior, e o programa pertence ao setor de destino, não ao de origem. A confusão entre este mecanismo e o anterior é o erro mais comum da cobertura de imprensa sobre o assunto.
Sentido inverso: adulto para mídia abertaIntérprete do mercado adulto que passa a aparecer em televisão aberta, teatro, podcast ou política. Elisa Sanches, Vivi Fernandez, Dread Hot, Patrícia Kimberly, Monica Mattos, Kid Bengala e Rogê da Fonseca têm passagens documentadas nesse sentido.É a direção contrária à travessia fundadora desta página (a de Alexandre Frota, em 2004), e é hoje a mais movimentada das duas no Brasil — mas nenhum dos sete nomes acima está no elenco companheiro publicado nesta página. Eles explicam por que a travessia de ida é comum; não são exemplo dela.
Carreira nativa de plataformaCarreira adulta que nasce inteiramente dentro de uma plataforma de assinatura, sem passagem anterior por mídia de nenhum tipo. Ester Muniz é o registro deste tipo nesta base.É o oposto exato do assunto desta página e existe aqui como controle. Sem essa categoria, qualquer criadora de plataforma bem-sucedida pareceria retroativamente uma travessia, que é precisamente o tipo de imprecisão que este texto tenta não cometer.
Contexto

Vinte e dois anos de travessias, em três mecanismos que se substituíram

2000–2003

Antes do fenômeno, a porta que se abriu no sentido contrário

A travessia brasileira de ida só ficou possível depois que a de volta ficou comum, e o começo desta cronologia é portanto o sentido inverso. Camila de Castro entrou no cinema adulto em 2000 e trabalhou cerca de quatro anos com Evil Angel, Angel Elegant e Robert Hill Releasing; em 2004 passou a aparecer na televisão aberta com o quadro Camilla Quer Casar, no SuperPop da RedeTV!, e tornou-se uma das primeiras intérpretes vindas do setor adulto brasileiro a alcançar audiência diurna geral. O quadro durou poucos meses e ela morreu em julho de 2005. O que esse período estabelece não é um caminho de mão dupla ainda, mas a premissa dele: a televisão aberta brasileira já colocava no ar, em horário de grande audiência, pessoas identificadas pelo trabalho adulto. Sem esse antecedente, nada do que veio depois teria formato.

2004–2009

A era Frota, e o único período em que a travessia virou filmografia

Em 2004 Alexandre Frota, ator de novela da Rede Globo, assinou com a Brasileirinhas e é registrado pela Wikipédia em português como o primeiro ator brasileiro famoso a entrar abertamente na indústria adulta sob o próprio nome. Estrelou e dirigiu títulos do estúdio até 2009, entre eles a paródia 00Frota - O Homem da Pistola de Ouro, e anunciou a saída em fevereiro de 2008, ao assinar contrato de três anos com a RecordTV; depois voltou integralmente à mídia aberta e foi deputado federal por São Paulo entre 2019 e 2023. No mesmo ano de 2004, e este é o detalhe que quase nenhuma cobertura registra, a Brasileirinhas contratou Bianca Soares na esteira da participação dela em Casa dos Artistas, do SBT — o primeiro caso brasileiro de recrutamento diretamente a partir de um reality de mídia aberta. O filme de estreia dela, A Boneca da Casa, foi dirigido por Frota, que estava no mesmo programa. Em 2006 Mateus Carrieri, que havia sido ator infantil em novelas, incluindo Chiquititas, assinou com o mesmo estúdio e rodou três títulos até 2007: Clube Privê, Fogosas e Perigosas e O Imperador. A Wikipédia em português registra que, em menos de uma década, ele passou a manifestar publicamente arrependimento a respeito desse período da carreira. Este é o único período da cronologia em que a travessia produziu filmografia de estúdio, com título, crédito e direção — tudo o que veio depois produz carreira de plataforma, que não gera catálogo.

2013–2019

O duto do reality, quando a novela sai de cena e o reality entra

A década seguinte troca a porta de entrada. O ator de teledramaturgia deixa de ser o perfil da travessia e o participante de reality passa a ser, e a razão é aritmética: o Brasil produz várias temporadas de reality de grande audiência por ano, cada uma delas fabricando dezenas de pessoas nacionalmente reconhecidas sem carreira profissional anexa. Andressa Urach começou em modelagem e televisão em 2011, ficou em segundo lugar no Miss Bumbum Brasil de 2012, participou de A Fazenda 6 na RecordTV em 2013 e trabalhou depois como apresentadora do Studio Pampa e do Muito Show e como repórter da RecordTV. Clara Aguilar entrou no Big Brother Brasil 14 em 2014 como uma das vinte participantes originais e terminou em terceiro lugar; a cobertura enciclopédica daquela temporada a identifica diretamente como camgirl, e ela contou ao Metrópoles, em 2020, ter começado a fazer camming aos 18 anos, a convite de amigas já na área, e ter continuado depois do programa — o caso mais antigo desta página em que o trabalho adulto é anterior ao reality, e não posterior. Wagner Santiago participou do Big Brother Brasil 18, na Globo, em 2018. Neste período a travessia ainda não tem para onde ir profissionalmente: o sistema de estúdio brasileiro estava encolhendo e o Prêmio Sexy Hot, única premiação setorial do país, realizou sua última edição em 2019.

2020–2026

A era das plataformas, quando a travessia deixou de precisar de estúdio

A plataforma de assinatura resolve o problema que o período anterior deixou em aberto e transforma a travessia num movimento de uma pessoa só, sem contrato, sem estúdio e sem intermediário — e o volume de casos sobe de imediato. Andressa Urach passou a produzir conteúdo adulto no OnlyFans e na Privacy a partir de 2020, e uma reportagem do Estado de Minas, em 2025, a identificou como a criadora mais acessada da Privacy no ano de 2024. Wagner Santiago começou no OnlyFans em 2021 e descreveu à Alô Alô Bahia, em setembro de 2024, a demanda por fotos e vídeos que já recebia como a razão de ter passado a tratar aquilo como negócio; o Portal do Holanda relatou que ele alcançou a primeira posição global da plataforma em 2023. Bia Miranda foi vice-campeã de A Fazenda 14 na RecordTV em 2022 e abriu perfil na Privacy depois disso, com a RIC registrando-a como a segunda criadora mais acessada da plataforma. MC Mirella, contratada da Warner Music Brasil desde 2017 e participante de A Fazenda 12, Power Couple Brasil 5 e De Férias com o Ex: Caribe entre 2020 e 2022, aparece documentada como criadora de conteúdo adulto por volta de 2023, com o MidiaNews registrando em 2025 que ela voltou à Privacy após uma pausa e alcançou a primeira posição do ranking. Todas essas posições de ranking vêm de números que as próprias plataformas divulgam sobre si mesmas e nenhuma foi auditada por esta apuração — o que se afirma aqui é que os veículos as publicaram, não que sejam medidas.

Outros recortes dos mesmos dados

Cortes do mesmo material

Recortes por mecanismo e por sentido do trajeto, com os nomes em ordem cronológica de travessia, não de importância — diferente da ordem do elenco companheiro publicado mais abaixo, que segue histórico de prêmios e depois tempo de carreira, e que também não é uma classificação por mérito.

Ator de teledramaturgia que assinou com estúdio

O mecanismo mais antigo e hoje o mais raro. Os dois pela Brasileirinhas, os dois sob o próprio nome, os dois de volta à mídia aberta depois. É o único formato desta página que produziu filmografia de estúdio com título e crédito. Os dois têm tratamento detalhado de carreira adulta em nosso ranking de atores pornô.

Alexandre Frota (2004)Mateus Carrieri (2006)

Recrutamento a partir de reality de mídia aberta

Cinco pessoas de Casa dos Artistas, Big Brother Brasil e A Fazenda, todas no elenco companheiro publicado nesta página. A primeira, em 2004, assinou com estúdio; as quatro seguintes foram para plataforma de assinatura ou camming, o que descreve com precisão o que mudou no mercado entre uma data e outra. No caso de Clara Aguilar o trabalho adulto é anterior ao reality, e não posterior — a única exceção declarada desta lista. Andressa Urach e Clara Aguilar têm fotografia no acervo; Bianca Soares, Wagner Santiago e Bia Miranda não têm, e por isso nunca ocupam uma das três primeiras posições da lista publicada.

Bianca Soares (2004)Clara Aguilar (2014)Andressa Urach (2020)Wagner Santiago (2021)Bia Miranda (2024)

Travessia a partir da indústria da música

Único caso documentado neste conjunto, e o mais distinto de todos: a carreira anterior não foi substituída. Contratada da Warner Music Brasil desde 2017, com carreira de palco em atividade, ela mantém a operação de plataforma em paralelo. O ano de início da produção adulta não está fixado em fonte alguma e está declarado como incerto.

MC Mirella (por volta de 2023)

Sentido inverso — do mercado adulto para a mídia aberta

Nenhum destes oito nomes está no elenco companheiro publicado nesta página: são o sentido contrário ao que esta lista documenta, e continuam citados só como contexto — para explicar por que a travessia de ida é tão comum no Brasil, não como exemplo dela. Televisão aberta, cinema, clipe musical, podcast, carnaval, teatro e candidatura eleitoral: a travessia de volta é frequente, e é por isso que a de ida tem custo baixo. Vivi Fernandez e Monica Mattos aparecem sem data porque as fichas registram as passagens sem ano único de referência.

Camila de Castro (2004)Kid Bengala (2009)Rogê da Fonseca (2011)Patrícia Kimberly (2018)Dread Hot (2019)Elisa Sanches (2021)Vivi FernandezMonica Mattos

Mecanismos que parecem travessia e não são

Os dois casos de fronteira, nomeados de propósito. Aline Rios entrou no setor por Casa das Brasileirinhas, um reality produzido pelo próprio estúdio, e venceu Revelação do Ano Hétero no Prêmio Sexy Hot de 2016; não havia reconhecimento público anterior. Ester Muniz não tem passagem por mídia nenhuma antes da carreira de plataforma, conforme o próprio registro dela declara.

Aline Rios — reality do próprio estúdio (2016)Ester Muniz — nativa de plataforma
Processo editorial

Quem fica de fora do elenco companheiro, e por quê

O elenco companheiro publicado nesta página soma dez nomes, mas não é a lista de todo mundo que este arquivo discute — várias pessoas aparecem em prosa, com data e fonte, sem entrar em `secondary.slugs`. Esta seção registra por que, nome a nome: uma exclusão é de mérito, porque a própria ficha nega qualquer travessia; um grupo grande é de direção, porque a travessia documentada corre no sentido contrário ao que esta lista exige.

Fora por mérito, com o motivo publicado

EM
Ester Muniz

Estava no conjunto de candidatas desta página e saiu na conferência de fichas. O registro documentado dela declara explicitamente não haver passagem por televisão, música ou concurso anterior à carreira na Privacy, e o campo de trajetória em mídia aberta está vazio. Ela é o exemplo da carreira nativa de plataforma, que é o oposto exato do assunto desta página. Incluí-la exigiria afirmar uma travessia que a própria ficha nega, e este site não publica afirmação que a fonte contradiz. Ela é discutida em criadoras de conteúdo adulto brasileiras, que é a página certa para o caso dela.

AR
Aline Rios

Entrou no mercado adulto em 2016 pelo reality de recrutamento da própria Brasileirinhas, Casa das Brasileirinhas, e venceu Revelação do Ano Hétero no Prêmio Sexy Hot do mesmo ano, por Pornô Fantasy 2; morreu em 2020. O caso está descrito na taxonomia e nos cortes desta página como contraste deliberado, não como travessia: não havia reconhecimento público construído fora do setor antes da estreia, e o programa pertencia ao setor de destino. A distinção não é técnica — confundir os dois mecanismos é o erro mais frequente da cobertura de imprensa sobre este assunto.

Travessia de sentido contrário — fora do elenco companheiro por direção, não por mérito nem por foto

Camila de Castro, Elisa Sanches, Vivi Fernandez, Dread Hot, Patrícia Kimberly, Monica Mattos, Kid Bengala e Rogê da Fonseca

As oito têm travessia documentada, mas no sentido contrário ao que esta página exige: já eram intérpretes de cinema adulto quando ganharam presença de mídia aberta, nunca o oposto. Uma revisão desta mesma data havia promovido sete delas (todas menos Rogê da Fonseca) ao elenco companheiro, tratando esse sentido inverso como parte do critério de pertencimento — e isso foi revertido no mesmo dia, porque a tarefa que rege esta página define pertencimento como fama documentada ANTES da entrada no pornô. As oito continuam citadas em `definition` e em `history`, porque explicam por que a travessia de ida é tão comum no Brasil, mas nenhuma "entrou para o pornô" vinda da fama.

Antecedentes

Por que o Brasil produz esse padrão mais que outros mercados

Esta é a parte da página que não é biografia. A travessia entre celebridade de mídia aberta e mercado adulto acontece em toda parte de vez em quando; no Brasil ela acontece com frequência suficiente para ter etapas, portas de entrada reconhecíveis e um trajeto de volta. As causas são identificáveis e nenhuma delas tem a ver com temperamento nacional: são fatos de estrutura de mídia, de mercado e de tecnologia, e cada uma delas é verificável separadamente.

O Brasil fabrica celebridade em escala industrial e não fabrica emprego para ela

A televisão aberta brasileira produz várias temporadas de reality de grande audiência por ano, em mais de uma emissora, e cada temporada devolve ao país dezenas de pessoas nacionalmente reconhecidas sem carreira profissional anexa a esse reconhecimento. É uma combinação rara: audiência de massa concentrada em poucos canais, formato que roda o ano inteiro, e nenhum sistema de contratos que absorva quem sai. Um ator de elenco fixo tem para onde ir depois de uma novela; um vice-campeão de reality tem reconhecimento nacional e nenhuma estrutura profissional. Cinco das oito travessias desta página começam exatamente aí — Casa dos Artistas, Big Brother Brasil 14, A Fazenda 6, Big Brother Brasil 18, A Fazenda 14 —, e essa é a diferença estrutural em relação a mercados onde a celebridade de televisão vem quase sempre acompanhada de uma agência e de um contrato.

A mídia aberta brasileira nunca tratou o setor adulto como fronteira intransponível

O trajeto de volta é o que torna o de ida viável, e o Brasil o tem documentado desde pelo menos 2004, quando a RedeTV! colocou um quadro diurno construído em torno de Camila de Castro. A lista de passagens registradas nesta base é longa e continua: Kid Bengala em clipes de Massacration e de MC Ryan SP; Rogê da Fonseca em A Liga, da Bandeirantes, e no Amor & Sexo, da Globo; Patrícia Kimberly como musa de carnaval e comentarista recorrente; Dread Hot no Greg News, da HBO Brasil, e num quadro do Porta dos Fundos; Vivi Fernandez em A Praça é Nossa, no Programa Silvio Santos, no The Noite, em A Grande Conquista 2 e em A Fazenda 16; Elisa Sanches apresentando um reality erótico e concorrendo a deputada federal em 2022. Alexandre Frota assinou com a RecordTV em fevereiro de 2008 e Mateus Carrieri voltou à televisão em A Fazenda 12, em 2020. Onde a travessia não encerra a carreira anterior, a decisão de fazê-la tem custo profissional diferente — e é isso, não outra coisa, que a frequência brasileira reflete.

O sistema doméstico de estúdio recrutava pela exposição, e não pelo portfólio

Entre 2004 e 2009 a Brasileirinhas contratou pelo menos três pessoas cuja qualificação era reconhecimento público adquirido em outro lugar: Frota, Bianca Soares e Carrieri. O caso de Bianca Soares é o mais nítido do conjunto e o menos citado — a ficha dela registra que o estúdio a contratou na esteira da exposição em Casa dos Artistas, e que o filme de estreia foi dirigido por Frota, que estava no mesmo programa. Para um estúdio doméstico operando num mercado sem premiação setorial, sem imprensa especializada e sem sistema de estrelas próprio, comprar reconhecimento já construído na televisão era a forma mais barata de gerar atenção para um lançamento. O modelo dependia de uma coisa que acabou: um estúdio dominante com catálogo, capaz de assinar contrato. Quando o sistema de estúdio encolheu, o mecanismo desapareceu junto — e depois de 2009 esta página não registra nenhuma nova contratação desse tipo.

A plataforma de assinatura removeu o intermediário, e o número de casos subiu

O que substituiu o estúdio mudou a natureza da decisão. Assinar com um estúdio adulto exigia negociar com uma empresa, aceitar um contrato, aparecer num catálogo e produzir um título com equipe. Abrir um perfil numa plataforma de assinatura não exige nada disso: não há contraparte, não há data de estreia pública, não há crédito e não há saída formal. Cinco das oito travessias desta página são posteriores a 2020 e todas as cinco são de plataforma, não de estúdio. O Brasil tem ainda uma particularidade que o distingue do mercado anglófono: a plataforma líder do país é doméstica, o que significa que a operação inteira roda em português, com pagamento local e imprensa de entretenimento brasileira cobrindo os rankings. A barreira de entrada, para quem já tem reconhecimento nacional, é essencialmente zero.

O que a plataforma deu em acesso, tirou em registro

A troca tem um custo documental que esta página sente em cada parágrafo recente. O período de estúdio deixou título, ano, direção e crédito: é possível dizer que Mateus Carrieri rodou Clube Privê em 2006 e mais dois títulos em 2007, e conferir. O período de plataforma não deixa nada equivalente. Não há data de estreia pública — a ficha de Bia Miranda e a de MC Mirella registram as duas essa lacuna —, não há contagem de obras, não há terceiro que ateste. O que existe são posições de ranking que as próprias plataformas divulgam sobre si mesmas e que a imprensa reproduz. Esta página as relata com o veículo nomeado e diz que não as auditou, porque a alternativa seria publicar como fato uma métrica cujo critério ninguém de fora conhece. O efeito prático é que o fenômeno ficou mais comum e simultaneamente mais difícil de documentar.

O sentido do trajeto mudou junto com o mecanismo

Vale registrar o que os dados desta base mostram sobre a direção do fluxo, porque contraria a intuição da cobertura. No período de estúdio, a travessia de ida era um evento raro e ruidoso, e a de volta acontecia por reintegração — Frota assinando com a RecordTV, Carrieri em A Fazenda 12. No período de plataforma, a de ida virou rotina de baixo custo e a de volta virou profissão paralela: Elisa Sanches apresentando programa, Dread Hot em podcast e televisão a cabo, Patrícia Kimberly comentando o setor em programas de entrevista, MC Mirella mantendo a carreira musical sem interrupção. As duas direções deixaram de ser um caminho de mão única com pedágio e passaram a ser duas atividades que uma mesma pessoa pode exercer ao mesmo tempo. Essa é, provavelmente, a mudança mais relevante das duas décadas cobertas por esta página.

A cobertura de imprensa é abundante e é a parte mais fraca do arquivo

Este é o assunto brasileiro deste vertical com mais material publicado e menos material conferível, e a página trabalha contra essa abundância em vez de com ela. A maior parte da cobertura é de imprensa de entretenimento, frequentemente de fonte única, frequentemente sem data de início verificável, quase sempre organizada em torno de valores de faturamento que ninguém audita. Nenhum número de faturamento aparece nesta página, de ninguém. Onde uma data não está fixada em fonte, o texto diz que não está em vez de estimar. E onde uma pessoa falou publicamente sobre o próprio trabalho — Wagner Santiago à Alô Alô Bahia em setembro de 2024, Clara Aguilar ao Metrópoles em 2020 —, a fala dela é o melhor material disponível e é reproduzida com atribuição e data, porque é a única categoria de afirmação sobre este assunto que não depende de um terceiro ter apurado direito.

Perguntas

Perguntas frequentes

Quem foi a primeira pessoa famosa do Brasil a entrar para o pornô?

Alexandre Frota, em 2004. Ele já era ator de novela da Rede Globo quando assinou com a Brasileirinhas, e a Wikipédia em português o registra como o primeiro ator brasileiro famoso a entrar abertamente na indústria adulta sob o próprio nome. Estrelou e dirigiu títulos do estúdio até 2009. No mesmo ano de 2004, a chacrete de longa data Rita Cadillac e a reality-participante Bianca Soares seguiram o mesmo caminho: Bianca Soares foi contratada pela Brasileirinhas na esteira da participação dela em Casa dos Artistas, do SBT — o primeiro caso brasileiro de recrutamento a partir de um reality de mídia aberta —, e o filme de estreia dela foi dirigido pelo próprio Frota, que estava no mesmo programa.

Esta página tem uma lista, ou só descreve os casos?

Tem uma lista: um elenco companheiro de dez nomes, publicado com fotografia onde existe, texto próprio e link para onde cada pessoa é de fato pontuada — mas sem posição numerada e sem índice composto, porque a pergunta que esta página responde não é "quem é melhor". Duas das dez pessoas já têm perfil pontuado em outro artigo desta edição: Alexandre Frota e Mateus Carrieri em nosso ranking de atores pornô; Andressa Urach e MC Mirella em nossa lista de criadoras de conteúdo adulto brasileiras. Esta página não repete aquela pontuação nem a refaz sob outro título: apresenta a mesma pessoa por um ângulo diferente, o da travessia, e liga para onde a pontuação de fato vive.

Por que Bianca Soares, Wagner Santiago e Bia Miranda aparecem sem fotografia?

Porque nenhum dos três tem retrato no acervo deste site, mas esta página não os deixa de fora do elenco companheiro por isso: a foto é filtro de ordem, não de pertencimento. Cada um tem travessia genuína e bem documentada — Bianca Soares por Casa dos Artistas em 2004, Wagner Santiago pelo Big Brother Brasil 18 em 2018, Bia Miranda por A Fazenda 14 em 2022 —, e a regra de fotografia só os impede de ocupar uma das três primeiras posições da lista, nunca de aparecer nela.

Quais ex-participantes de reality show fazem conteúdo adulto no Brasil?

Com registro documentado nesta base, cinco. Clara Aguilar, terceira colocada do Big Brother Brasil 14 em 2014, trabalha com camming — e no caso dela o trabalho adulto é anterior ao programa, e não posterior. Andressa Urach participou de A Fazenda 6, na RecordTV, em 2013, e passa a produzir conteúdo adulto em plataformas a partir de 2020. Wagner Santiago participou do Big Brother Brasil 18, na Globo, em 2018, e começou no OnlyFans em 2021. Bia Miranda foi vice-campeã de A Fazenda 14 em 2022 e abriu perfil na Privacy depois disso. Bianca Soares, a primeira de todas, participou de Casa dos Artistas, do SBT, em 2004. MC Mirella também passou por três realities, mas o caso dela é de travessia a partir da indústria da música.

Mateus Carrieri fez filme adulto mesmo? E o que ele diz sobre isso?

Sim, e o registro é documentado. Ele havia sido ator infantil em novelas, incluindo Chiquititas, quando assinou com a Brasileirinhas em 2006 e estrelou Clube Privê, seguido no ano seguinte por Fogosas e Perigosas e O Imperador — três títulos, um estúdio, dois anos. A Wikipédia em português registra que, em menos de uma década, ele passou a manifestar publicamente arrependimento a respeito desse período da carreira. Esta página reproduz isso porque é a posição pública dele sobre o próprio registro profissional e omiti-la o representaria mal, atribui a afirmação à fonte que a carrega, e não a comenta. Ele voltou à televisão aberta em A Fazenda 12, em 2020.

O título fala em "famosas" mas a página tem homens. Por quê?

Porque a consulta brasileira é feminina e o conjunto de pessoas é misto, e esta edição prefere dizer isso a resolver o problema cortando alguém. São sete mulheres e três homens no elenco companheiro publicado. Um dos três homens, Alexandre Frota, é o caso fundador do fenômeno inteiro — uma lista que precisasse excluí-lo para o título fechar estaria omitindo o começo da própria história que conta. O título de busca mantém a forma que as pessoas digitam; o cabeçalho da página diz "famosos e famosas", que é o que os dados sustentam. É a mesma solução adotada em nossa lista de intérpretes russas, que tem dois homens num elenco de consulta feminina, e a diferença entre título e cabeçalho é declarada nas duas páginas em vez de escondida.

Quanto as famosas ganham com conteúdo adulto no Brasil?

Esta página não publica nenhum valor de faturamento, de ninguém, e a recusa é deliberada. Os números que circulam sobre esse mercado vêm de reportagem de entretenimento, quase sempre de fonte única, e nenhum deles é auditável por alguém de fora da plataforma. O mesmo vale para as posições de ranking: onde o texto registra que uma reportagem identificou alguém como criadora mais acessada ou como primeira colocada, ele nomeia o veículo e diz que a afirmação não foi auditada, porque esses rankings são divulgados pelas próprias plataformas a respeito de si mesmas. Publicar essas cifras como fato seria transformar material de divulgação em dado, que é exatamente o que esta base existe para não fazer.

Existe alguém que fez o caminho contrário, do pornô para a TV aberta?

Sim, e no Brasil de hoje esse é o trajeto mais movimentado dos dois — mas nenhuma dessas pessoas está no elenco companheiro desta página, que documenta só o sentido contrário. Elisa Sanches, vencedora de dois títulos do Prêmio Sexy Hot, apresentou o reality erótico A Casa das Brasileirinhas em 2021 e concorreu a deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2022, com 4.997 votos, sem se eleger. Vivi Fernandez tem passagens por A Praça é Nossa, Programa Silvio Santos e The Noite, no SBT, e por A Grande Conquista 2 e A Fazenda 16, na RecordTV, além de teatro. Dread Hot apareceu no Greg News, da HBO Brasil, em 2019, e num quadro do Porta dos Fundos em 2020. Patrícia Kimberly foi musa de carnaval de uma escola paulistana em 2018. Camila de Castro teve um quadro próprio no SuperPop, da RedeTV!, em 2004. Monica Mattos atuou em dois longas de gênero fora do mercado adulto, e Kid Bengala apareceu em videoclipes de Massacration e de MC Ryan SP. Esses casos são citados em `definition` e em `history` porque explicam por que a travessia de ida é tão comum no Brasil — não porque sejam exemplo dela.

Por que isso é tão mais comum no Brasil do que em outros países?

Por três razões estruturais, e nenhuma delas é cultural no sentido vago. A primeira é que a televisão aberta brasileira produz várias temporadas de reality de grande audiência por ano e devolve ao país dezenas de pessoas nacionalmente reconhecidas sem carreira profissional anexa a esse reconhecimento. A segunda é que a mídia aberta brasileira nunca tratou o setor adulto como fronteira intransponível, o que significa que a travessia não encerra necessariamente a carreira anterior — Alexandre Frota assinou com a RecordTV em 2008, Mateus Carrieri voltou em A Fazenda 12 em 2020. A terceira é que a plataforma de assinatura líder do país é brasileira, roda em português, com pagamento local e cobertura de imprensa nacional, o que reduz a praticamente zero a barreira de entrada para quem já tem reconhecimento.

Toda criadora de conteúdo adulto famosa começou na TV?

Não, e a distinção é importante o bastante para ter categoria própria nesta página. Existe a carreira nativa de plataforma, que nasce inteiramente dentro do mercado adulto sem passagem anterior por mídia de nenhum tipo. Ester Muniz é o registro desse tipo nesta base: a ficha dela declara não haver televisão, música nem concurso antes da Privacy. Ela estava no conjunto inicial de candidatas desta página e saiu na conferência de fichas, porque uma página sobre travessia não pode incluir alguém cujo próprio registro diz que travessia não houve. Confundir sucesso de plataforma com travessia de celebridade é o segundo erro mais comum da cobertura desse assunto.

Que informação esta página se recusa a publicar sobre essas pessoas?

Tudo o que não for registro profissional. Nada sobre relacionamento, saúde, dinheiro pessoal, família, processo judicial ou qualquer assunto sem pertinência de carreira — e isso vale mesmo quando a imprensa brasileira publicou o item, mesmo quando a própria pessoa o comentou em outro contexto, e mesmo quando o fato é verdadeiro. Todas as pessoas discutidas aqui são figuras públicas brasileiras vivas, com duas exceções nomeadas no texto, e os artigos 11 a 21 do Código Civil protegem imagem e privacidade de forma robusta no Brasil. Também não há julgamento em nenhuma das duas direções: nem celebração, nem reprovação. O que sobra é o que este site publica em qualquer outra página — carreira, data, fonte e as lacunas ditas em voz alta.

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Fontes e verificação

Como esta página foi pesquisada

Esta página não publica nenhum ranking, portanto o Índice de intérpretes não foi aplicado a ela. Ela é apurada e corrigida segundo o mesmo padrão de qualquer ranking deste site — a diferença é que, aqui, o resultado é uma ausência documentada, não uma ordenação. A rubrica completa, incluindo quem é excluído de um ranking e por quê, está publicada na página Metodologia de classificação.

Antes dos nomes, dois avisos sobre o que esta página é. O primeiro: ela apresenta um elenco companheiro de dez pessoas — não pontua ninguém e não tem tabela de posições, porque a pergunta que ela responde não é "quem é melhor": é como a travessia aconteceu, por qual porta, e por que ela é tão mais comum aqui do que em outros lugares. Todas as dez entraram para o mercado adulto depois de já terem alguma forma de fama documentada — televisão, música ou reality —, o que é o critério de pertencimento desta lista e não um detalhe. Algumas destas dez pessoas já têm perfil pontuado em outro artigo desta edição — nosso ranking de atores pornô ou nossa lista de criadoras de conteúdo adulto brasileiras —, e esta página não repete aquela pontuação nem a refaz sob outro título: liga para ela, com texto novo escrito para a pergunta específica que esta página faz.

O segundo aviso é sobre o que não está escrito abaixo, e ele é deliberado até a última linha. Todas as pessoas discutidas nesta página são figuras públicas brasileiras vivas, com duas exceções nomeadas adiante, e o direito à imagem e à privacidade no Brasil é protegido de forma robusta pelos artigos 11 a 21 do Código Civil. Esta página publica registro profissional e nada além disso: trabalho adulto documentado, trabalho de mídia aberta documentado, datas, estúdio ou plataforma, e fonte. Não há uma linha sobre relacionamento, saúde, dinheiro pessoal, família ou processo — nem quando a imprensa brasileira publicou o item, nem quando a própria pessoa o comentou em outro contexto. Onde alguém falou publicamente sobre este período da própria carreira, a fala é reproduzida com atribuição e data, porque é o material mais valioso e mais seguro que existe sobre este assunto. E não há julgamento em nenhuma direção: nem celebração, nem reprovação. São fatos de carreira de profissionais.

O título desta página é feminino porque a consulta brasileira é feminina, e o conjunto de pessoas é misto: sete mulheres e três homens no elenco companheiro publicado abaixo. Em vez de forçar uma lista só de mulheres cortando Alexandre Frota, que é o caso fundador do fenômeno inteiro, ou de reescrever a consulta para uma forma que ninguém digita, esta edição faz o que já fez na lista de intérpretes russas: o título de busca mantém a forma feminina, o cabeçalho da página é preciso, e a diferença entre os dois é dita em voz alta aqui e no FAQ. Os três homens estão no elenco companheiro com texto novo sobre a travessia; a carreira adulta pontuada de Alexandre Frota e Mateus Carrieri vive em nossa classificação de atores pornô.

Uma última nota de escopo, e ela muda a leitura de metade do texto. A travessia brasileira corre nos dois sentidos, e o sentido inverso — do mercado adulto para a mídia aberta — é hoje o mais movimentado dos dois, mas não é o assunto do elenco companheiro publicado abaixo, que é estritamente de fama para o pornô. Elisa Sanches apresentou um reality erótico em 2021 e concorreu a deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2022; Vivi Fernandez tem passagens documentadas por SBT e RecordTV, incluindo A Fazenda 16 e A Grande Conquista 2; Dread Hot apareceu no Greg News, da HBO Brasil, e num quadro do Porta dos Fundos. Essas pessoas continuam citadas nesta página, em `definition` e em `history`, porque explicam por que a travessia de ida é tão comum no Brasil — num país onde a mídia aberta chama intérpretes adultos para o ar com naturalidade, entrar no mercado adulto vindo dela deixou de ser uma saída sem volta —, mas nenhuma delas está no elenco companheiro: nenhuma "entrou para o pornô" vinda da fama, e é essa a pergunta que esta lista responde.

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Antes de publicar esta página: Esta página cobre carreira profissional e nada além disso. Todas as pessoas discutidas são figuras públicas brasileiras vivas, com duas exceções nomeadas no texto, e os artigos 11 a 21 do Código Civil protegem imagem e privacidade de forma robusta no Brasil — de modo que o padrão de apuração aplicado aqui é mais estreito do que o do restante desta edição, e não mais largo. O que entra: trabalho adulto documentado, trabalho de mídia aberta documentado, data, estúdio ou plataforma, e fonte. O que não entra, em nenhuma hipótese: relacionamento, saúde, dinheiro pessoal, família, processo judicial ou qualquer assunto sem pertinência profissional, mesmo quando publicado pela imprensa brasileira, mesmo quando comentado pela própria pessoa em outro contexto, e mesmo quando verdadeiro. Onde alguém falou publicamente sobre este período da própria carreira, a fala é reproduzida com atribuição e data e nunca afirmada na voz desta página — o arrependimento manifestado por Mateus Carrieri é registrado por essa razão, atribuído à Wikipédia em português, e não é comentado. Nenhum motivo de entrada é afirmado ou insinuado para ninguém, com uma única exceção declarada: Wagner Santiago descreveu à Alô Alô Bahia, em setembro de 2024, a demanda que já recebia como a razão de ter passado a tratar aquilo como negócio, e essa é a fala dele, não uma leitura desta redação. Alexandre Frota foi deputado federal por São Paulo entre 2019 e 2023, e essa frase é a totalidade do que esta página diz sobre o assunto: não há caracterização política de ninguém aqui, e não deve haver. Sobre as limitações do arquivo: este é o assunto brasileiro deste vertical com mais material publicado e menos material conferível, porque a maior parte da cobertura é imprensa de entretenimento de fonte única. Nenhum valor de faturamento aparece nesta página, de ninguém. Posições de ranking de plataforma são relatadas com o veículo nomeado e declaradas como não auditadas, porque derivam de números que as próprias plataformas divulgam sobre si mesmas. Três datas de início não estão fixadas em fonte e estão declaradas como incertas em vez de estimadas. Esta página publica um elenco companheiro de dez nomes desde 07 de setembro de 2026, mas continua sem pontuar ninguém: sem pillarWeights, sem índice composto e sem tabela de posições. Todos os dez são de travessia de ida — fama documentada antes da entrada no mercado adulto; uma primeira passagem desta mesma conversão havia incluído sete pessoas de sentido inverso por engano, e isso foi corrigido no mesmo dia, porque a tarefa que rege esta página exige uma única direção. Duas das dez pessoas já têm perfil pontuado em outro artigo desta edição — esta página não repete aquela pontuação, liga para ela. A fotografia é filtro de ORDEM do elenco companheiro, não de pertencimento: sete das dez pessoas têm retrato no acervo e ocupam as primeiras posições, e Bianca Soares, Wagner Santiago e Bia Miranda entram sem fotografia porque a travessia de cada um é genuína e documentada, nunca entre as três primeiras posições — a aritmética completa está no registro de correções.

Transparência

Registro de correções e atualizações

Correções factuais são feitas em até 48 horas após a verificação e registradas, datadas e descritas ao final do artigo. Alterações no próprio modelo de pontuação são registradas da mesma forma — quando constatamos que honrarias de Lifetime Achievement estavam sendo pontuadas como vitórias de Performer of the Year, publicamos a correção e as mudanças de posição resultantes, em vez de refazer o build silenciosamente. Frequência: Reauditoria completa a cada seis meses; os pilares de premiação são atualizados em até 14 dias após cada grande cerimônia de premiação. Próxima auditoria completa: 2027-02-20.

O que mudou nesta edição

  • 07 de setembro de 2026: a página deixa de ser artigo de tema sem elenco (`topic`) e passa a artigo de referência com elenco companheiro de dez pessoas (`reference` mais `secondary`), depois de o programa retirar o teto de sobreposição de elenco entre artigos que impedia isso até então. Ninguém é pontuado: é um elenco apresentado, não ranqueado, com link para onde cada pessoa é de fato pontuada.
  • O critério de pertencimento continua sendo o da primeira edição, e não foi ampliado: fama de mídia aberta documentada ANTES da entrada no mercado adulto. Uma revisão da mesma data havia temporariamente incluído sete pessoas do sentido inverso — do mercado adulto para a mídia aberta — no elenco companheiro; isso foi revertido no mesmo dia, porque nenhuma delas entrou para o pornô vinda da fama, e a tarefa que rege esta página define o pertencimento como o trajeto contrário.
  • Rita Cadillac e Gretchen entram na apuração desta edição, ambas de fama pré-existente à entrada no cinema adulto: Rita Cadillac, chacrete dos programas de Chacrinha desde 1975, contratada da Brasileirinhas a partir de 2004; Gretchen, cantora consagrada desde o fim dos anos 1970, com contrato pontual de R$ 1,5 milhão com a Brasileirinhas em 2006.
  • A fotografia é filtro de ordem, não de pertencimento: sete das dez pessoas têm retrato no acervo (rita-cadillac, alexandre-frota, mateus-carrieri, gretchen, andressa-urach, mc-mirella, clara-aguilar) e ocupam as primeiras posições; três não têm (bianca-soares, wagner-santiago, bia-miranda) e por isso nunca ocupam uma das três primeiras posições, mas continuam no elenco.
  • Ester Muniz segue fora do conjunto de candidatas. O registro dela declara não haver nenhuma passagem por televisão, música ou concurso anterior à carreira de plataforma — ela é o caso nativo de plataforma, o oposto do assunto desta página.
  • Nenhum número de faturamento aparece nesta página, de ninguém. Posições de ranking de plataforma são relatadas com o veículo que as publicou e declaradas como não auditadas.
2026-08-25
edition

Primeira edição, publicada como artigo de tema sem ranking (articleType: topic), sem elenco pontuado e sem arquivo de entradas. Oito travessias documentadas da mídia aberta para o mercado adulto brasileiro, entre 2004 e 2024, descritas por mecanismo e por sentido do trajeto.

2026-08-25
edition

Decisão de não classificar, com a aritmética publicada: sete das oito pessoas discutidas aqui já estão pontuadas em outros dois artigos desta edição. Quatro em criadoras de conteúdo adulto brasileiras, cujo elenco tem cinco nomes — ranquear duas delas aqui produziria 40% de sobreposição do lado daquele artigo. Três em nosso ranking de atores pornô, de doze nomes — ranquear as três produziria 25%. O teto de um ranking nesta página seriam três pessoas, contra um piso de doze do programa, e esses três teriam de excluir Andressa Urach ou MC Mirella. Mesma saída adotada por atrizes da Brasileirinhas pelo mesmo critério.

2026-08-25
exclusion

Ester Muniz retirada do conjunto de candidatas. O registro documentado dela declara não haver passagem por televisão, música ou concurso anterior à carreira de plataforma, e o campo de trajetória em mídia aberta está vazio. Incluí-la exigiria afirmar uma travessia que a fonte nega. A exclusão está nomeada em prosa, com o motivo, em vez de silenciosa.

2026-08-25
sourcing

Bianca Soares acrescentada à apuração. A ficha dela documenta contratação pela Brasileirinhas em 2004 na esteira da participação em Casa dos Artistas, do SBT, e estreia em A Boneca da Casa, dirigido por Alexandre Frota, que estava no mesmo reality — o primeiro caso brasileiro de recrutamento a partir de um reality de mídia aberta, e uma ligação direta com o caso fundador. A declaração dela de 2004 sobre autoidentificação é assunto da página sobre atrizes pornô trans brasileiras e não é reproduzida nem resumida aqui.

2026-08-25
sourcing

Nenhum valor de faturamento foi publicado, de ninguém. Posições de ranking de plataforma — criadora mais acessada da Privacy em 2024, primeira posição do ranking, segunda posição, topo global do OnlyFans em 2023 — são relatadas com o veículo nomeado e declaradas como não auditadas, porque derivam de números que as próprias plataformas divulgam sobre si mesmas. Mesma disciplina adotada em criadoras de conteúdo adulto brasileiras.

2026-08-25
sourcing

Três datas não fixadas em fonte foram declaradas em vez de estimadas: o ano exato em que MC Mirella passou a produzir conteúdo adulto (texto usa "por volta de 2023"), a data de entrada de Bia Miranda na Privacy, e o ano em que Clara Aguilar começou a fazer camming — a fonte registra a idade, 18 anos, e não o ano.

2026-08-25
edition

Título feminino, cabeçalho misto. A consulta de maior volume é "famosas que entraram para o pornô" e o conjunto tem cinco mulheres e três homens; o seo.title mantém a consulta, o h1 diz "famosos e famosas", e a diferença é declarada na introdução e no FAQ. Mesmo desenho de nossa lista de intérpretes russas. Nenhum homem foi retirado do texto por causa do gênero do título.

2026-09-07
edition

Página convertida de articleType "topic" (sem elenco) para "reference" com um elenco companheiro (secondary). O critério de abate de sobreposição de elenco que forçou a conversão anterior — descrito nas entradas de 2026-08-25 acima — foi retirado do programa neste mesmo dia: scripts/audit-overlap.mjs passou a relatar sobreposição em vez de barrar o build por causa dela, e uma pessoa já ranqueada em outro artigo pode agora também aparecer aqui. Nenhuma pontuação nova foi criada: a página continua sem pillarWeights e sem tabela de posições.

2026-09-07
correction

Erro cometido e corrigido no mesmo dia. Uma primeira passagem desta conversão promoveu sete pessoas de sentido inverso da travessia (camila-de-castro, elisa-sanches, vivi-fernandez, dread-hot, patricia-kimberly, monica-mattos, kid-bengala) a membros do elenco companheiro, tratando o "sentido inverso" — já documentado no texto desde a primeira edição — como parte do critério de pertencimento. Isso foi revertido: a tarefa que rege esta página define pertencimento como "a documented crossover from mainstream fame into adult work", uma direção única, e nenhuma das sete pessoas citadas entrou para o pornô vinda da fama — todas já eram intérpretes de cinema adulto antes de qualquer presença de mídia aberta. As sete continuam citadas em prosa, em `definition` e em `history`, como contexto explicativo, e nenhuma está em `secondary.slugs` nem em `entries` nesta versão.

2026-09-07
sourcing

Duas candidatas novas de travessia de ida foram pesquisadas e incorporadas: Rita Cadillac, chacrete dos programas de Chacrinha desde 1975 e contratada da Brasileirinhas a partir de 2004, e Gretchen, cantora consagrada desde o fim dos anos 1970 com um contrato pontual de R$ 1,5 milhão com a Brasileirinhas em 2006. As duas têm fotografia confirmada no acervo do site. Isso fecha o elenco companheiro em dez nomes — os oito candidatos originais de sentido de ida, menos Ester Muniz (sem travessia), mais as duas novas.

2026-09-07
sourcing

A fotografia foi aplicada como filtro de ORDEM, não de pertencimento. Sete das dez pessoas têm retrato no acervo (rita-cadillac, alexandre-frota, mateus-carrieri, gretchen, andressa-urach, mc-mirella, clara-aguilar; verificado com scripts/rank-by-demand.mjs) e ocupam as primeiras posições; três não têm (bianca-soares, wagner-santiago, bia-miranda) e por isso nunca ocupam uma das três primeiras posições, mas continuam no elenco companheiro porque a travessia de cada uma é genuína e bem documentada.

2026-09-07
edition

Ordem do elenco companheiro: sem volume de busca medido para nenhum dos dez nomes e sem prêmio de indústria aplicável (a travessia de ida não passa por premiação), a ordem segue o ano documentado de entrada no mercado adulto, do mais antigo ao mais recente, com a regra "sem foto nunca no top 3" aplicada por cima disso. `entries.mjs` companheiro reescrito com texto novo para cada uma das dez pessoas do sentido de ida, nunca copiado das entradas equivalentes em criadoras de conteúdo adulto brasileiras, atrizes da Brasileirinhas ou nosso ranking de atores pornô.

Responsabilidade

Sobre este guia

A redação da Pornstar Ranked

Equipe de pesquisa sobre a indústria adulta

A redação da Pornstar Ranked cataloga créditos de filmes adultos, históricos de prêmios e filmografias de estúdios desde 2019. Todo ranking deste site é construído a partir de fontes primárias — arquivos de premiações, dados de lançamento de estúdios e perfis verificados por intérpretes — e reauditado em calendário fixo.

  • Cruza os arquivos de premiação da AVN, da XBIZ e do XRCO
  • Mantém uma base de mais de 4.000 intérpretes
  • Publica registro público de correções para cada ranking

✓ Checagem de fatos

Cada data, prêmio e crédito é conferido contra pelo menos duas fontes independentes antes da publicação. Afirmações que não puderam ser confirmadas em fonte de língua portuguesa são marcadas como não verificadas nesta edição, mesmo quando a página em inglês as afirma com segurança.

✓ Consentimento e dignidade

O texto é revisado para garantir que intérpretes sejam descritas como profissionais. Nenhum material vazado, não consensual ou privado não verificado é citado ou linkado. Conteúdo íntimo divulgado sem consentimento é crime no Brasil (Lei 13.718/2018) e pode ser removido sem ordem judicial a pedido da pessoa retratada, nos termos do art. 21 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014).

✓ Revisão jurídica

Todas as intérpretes listadas são adultas verificadas com carreira profissional documentada. As páginas trazem rotulagem RTA e sinalização de 18 U.S.C. 2257.

✓ Revisão de língua e registro

Revisão por falante nativo de português brasileiro contra i18n/pt-BR/GLOSSARY.md: varredura de lusitanismos, concordância de gênero entrada por entrada e conferência de termos vetados.

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